Mostrando postagens com marcador Cabernet Franc. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cabernet Franc. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

La Vie en Rose...

                     Reunião da Confraria Feminina do Espumante e do Vinho do Vale do Sinos (COFEV) é garantia de sucesso pelo simples fato de estarmos reunidas. A confreira Marcia Praxedes abriu sua linda casa, decorada com muitas orquídeas em flor, para esse encontro. Marcia teve o auxílio da ex-confreira Maria de Lourdes Milan, nutricionista, e do marido para nos surpreender com um delicioso salmão com alcaparras e batatas noisette, mais salada de folhas coloridas. Na recepção, torradinhas com patê de queijos, grissinis bem fininhos e biscoito de fibras, saudável e delicioso!


                    Para a degustação, nesse mês cor de rosa, escolhemos como tema espumantes rosés. Começamos com o Dall Pizzol Brut Rosé, elaborado pelo método Charmat Longo, a partir de vinho base de Pinot Noir e Chardonnay. O corte é realizado antes da fermentação alcoólica, para gerar uma coloração mais estável e para que os aromas sejam ressaltados. Possui linda cor rosado cereja, perlage intensa e duradoura.
                    O próximo espumante foi o Conde de Foulcaud Rosé Brut, com excelente relação custo/benefício. Elaborado pelo método Charmat, a partir das uvas Merlot, Pinotage e Cabernet Franc vinificadas em rosado, com rápido contato do mosto com as cascas, tem uma tonalidade rosa claro nítida e perlage abundante e persistente. Aroma frutado, acidez equilibrada e frescor dão vida a esse espumante. (Eu já havia degustado e postado sobre esse espumante aqui)
                    Na sequência, foi a vez do Vallontano Rosé. Com um corte tradicional de Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico, é delicado, com coloração rosa com reflexos amarelados, perlage intensa e persistente, frutado e elegante.


                    Produzido pelo método tradicional de segunda fermentação em garrafa, o espumante Pizzato deu sequência à degustação. Um interessante corte das uvas Merlot e Pinot Noir, com cor salmão, perlage perfeita, abundante e persistente. Aromas muito interessantes de especiarias, nozes e passas. Os aromas da Merlot se fazem muito presentes. Sem dúvida o melhor da noite.
                    Para finalizar a degustação de vinhos e poder partir para a degustação de salmão (!) servimos o espumante Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé, também elaborado pelo método tradicional (champenoise). A rainha das uvas brancas, Chardonnay, acompanhada de Pinot Noir e de Merlot, deixa as súditas a seus pés. Linda cor rosada, com reflexos de amarelo, perlage fininho e persistente. Passa cerca de seis meses sobre as leveduras após a segunda fermentação, adquirindo grande complexidade e fineza aromática. (Eu já havia degustado e postado sobre esse espumante aqui)


                    Jantamos, cada uma saboreando seu espumante favorito. Para coroar a noite, sobremesa de Morangos com Ganache, delicados, femininos e deliciosos como nossa noite!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aníver da Fran com Vinhos Perini

Aniversário de enológa é certeza de muito vinho. Nos reunimos na casa da Fran, em Nova Milano, para comemorar. Como ela está estagiando na Vinícola Perini, os vinhos tinham que ser de lá. Começamos com Bruschettas de Tomate e Berinjela acompanhadas do Osaka 'Sushi Wine', vinho para culinária japonesa, das cultivares Merlot e Cabernet Franc, vinificadas em rosado. Um vinho com uma acidez mais pronunciada e um toque de gás carbônico, delicado e agradável, com uma linda cor.


Depois, Massa Carbonara (uma das minhas preferidas...), Risoto de Frango com Gorgonzola e Frango na Panela, em fogão a lenha, acompanhados pelo vinho Perini Marselan safra 2008.


A sobremesa foi um espetáculo à parte, não sei como se chama, mas era maravilhosa! Bananas, mumu, chantilly, biscoitos moídos... e espumante brut Casa Perini (de Chardonnay e Riesling Itálico), que de doce bastou nossa tarde.

domingo, 22 de maio de 2011

Análise Sensorial IV - espumante rosé

Uma degustação cor de rosa: só podia ser de um grupo de gurias: o meu! Eu, Fran, Caline e Fernanda escolhemos o tema "espumante brut rosé" e selecionamos amostras de método Charmat e método tradicional, todas com origem no Brasil.  


1) Terranova Rosé de Noirs Vinho Espumante Natural Brut Rosado, método Charmat, de uva Grenache. Vinificado na origem, em Casa Nova na Bahia, pela Vinícola Ouro Verde do Miolo Wine Group. A região possui plena insolação, ideal para o cultivo e a plena maturação desta casta. É uma uva tinta vinificada em rosado (Rosé de Noirs). Surpreendeu pela linda cor e aromas florais intensos. Muito delicado.


2) Conde de Foucauld Vinho Rosé Espumante Natural Brut, método Charmat, de uvas Merlot, Pinotage e Cabernet Franc. Bento Gonçalves - RS. Excelente custo-benefício para um espumante delicado e aromático, com linda cor rosa claro.


3) Casa Valduga Premium Blush Vinho Espumante Natural Brut Rosé safra 2006, método tradicional, de uvas Chardonnay (50%) e Pinot Noir (50%), Bento Gonçalves - RS. A cor já tinha perdido seu charme e os aromas estavam em declínio. Uma pena, pois minha expectativa neste vinho era grande. Vou urgente provar uma safra mais nova, para tirar a má impressão, os produtos Casa Valduga em geral são de excelente qualidade.


4) Miolo Cuvée Tradition Vinho Espumante Natural Brut Rosado, método tradicional, de uvas Chardonnay e Pinot Noir, Bento Gonçalves - RS. Envelhece por 12 meses. Muito fino, com a cremosidade das leveduras e a classe dos aromas do método tradicional. Linda cor clarete.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A marca 'Granja União' muda de mãos

          Às vésperas de completar 80 anos, a Cooperativa Vinícola Garibaldi confirma a compra dos direitos de produção e comercialização da histórica e conhecida marca Granja União, que estava sob domínio da Vinícola Cordelier (situada no Vale dos Vinhedos). O anúncio foi feito pelo presidente Oscar Ló na convenção de vendas, com representantes da Garibaldi de todo o Brasil para balanço e planejamento do ano de 2011. Hoje, a Garibaldi é referência de qualidade na elaboração de espumantes e suco de uva. "Vamos incrementar nosso portfólio de vinhos finos tendo a Granja União um dos carros-chefes", afirma Oscar Ló, sem revelar os números envolvidos na negociação. "Estamos investindo na tradição de uma marca afirmada e reconhecida, que ainda se mantém viva na memória das pessoas através de histórias contadas e passadas de pai para filho", recorda. A marca é lembrada pelo seu tradicional slogan: "Não arrisque. Na dúvida, escolha um Granja União".
          A Cooperativa Vinícola Garibaldi projeta dobrar sua venda de vinhos finos já em 2011, com a aquisição da marca Granja União. Em 2010, ela comercializou 280 mil garrafas de vinhos finos, acréscimo de 45% sobre 2009. "Este ano, só de Granja União queremos vender 300 mil garrafas", calcula o presidente Oscar Ló, que manterá os rótulos e a características dos vinhos Granja União, elaborados a partir das uvas Riesling, Malvasia, Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Tannat. "Só iremos acrescentar um moscatel e mudaremos o espumante brut", revela. A aquisição da marca é simbólica, no ano em que a Garibaldi completa oito décadas de existência, em 22 de janeiro. O rótulo Granja União surgiu no ano de seu nascimento, em 1931, elaborado pela Companhia Vinícola Riograndense, que anos depois tornou-se a principal concorrente da Garibaldi. A marca mudou o mercado e a concepção de vinhos no Brasil. "O rótulo Granja União foi o primeiro vinho varietal elaborado no país", lembra Oscar Ló.
          A Companhia Vinícola Riograndense, criadora da marca Granja União, comprada pela Cooperativa Vinícola Garibaldi, chegou a ter 25% da produção de vinhos do Rio Grande do Sul. Dois anos depois de sua criação, passou a importar mudas de parreira da Europa para desenvolver experimentos na Granja União, localizada em Flores da Cunha (onde atualmente é a sede da Luiz Argenta). O local funcionava como uma estação de aperfeiçoamento das videiras, com o objetivo de contribuir para eliminar vinhos de má qualidade e para disseminar a elaboração de vinhos com tecnologia adequada e sob controle. A marca Granja União foi a responsável pela definição das variedades viníferas mais conhecidas na Serra Gaúcha há até pouco tempo. Durante muitos anos, quando se falava em Riesling ou Cabernet, automaticamente associava-se o nome Granja União. O sucesso era tamanho, que as vendas tiveram que ser limitadas já que a produção era insuficiente para atender à demanda.

(fonte: Newsletter de Affonso Ritter)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Luiz Argenta - parte 3

 (imagem do site da Vinícola Luiz Argenta)
(foto do acervo pessoal de Caline L. Rasador, gentilmente cedida)

De acordo com o site da vinícola Luiz Argenta, por serem símbolos reconhecidos em todas as culturas, os sinais gráficos são representativos, esteticamente modernos, permitem diferentes interpretações e foram escolhidos para estampar os rótulos dos vinhos e espumantes. Os seus significados são instigantes e perenes, transcendendo modismos passageiros. Por tudo isso, são as melhores representações para a linha de vinhos e espumantes da empresa. Para que pudéssemos tirar nossas próprias conclusões, nos foi oferecida uma degustação de vinhos e espumantes.

(foto Caren Muraro)

(foto Caren Muraro)

Degustamos em primeiro lugar o espumante Brut, elaborado pelo método Charmat longo, a partir de uvas Chardonnay e Riesling Itálico. Com coloração amarelo esverdeado, perlage realçada pela taça do espumante brasileiro, aroma fino, que lembra maçã e cítricos. Depois foi a vez do Chardonnay Reserva, com cor amarelo palha e reflexos dourados. Na opinião geral da turma, a taça muito grande e aberta não foi adequada para ressaltar os aromas do vinho branco, que se dissiparam. Em boca tem características de maciez e acidez equilibrada. (este vinho não é aquele do post anterior, que faz a fermentação maloláctica em barricas de carvalho, aquele é o Gran Reserva)
O próximo foi o Cabernet Franc, sem passagem por barrica. Coloração vermelho rubi intensa. Aroma fresco, frutado, pimenta e geleia de morango (unanimidade!). A taça grande (igual à anterior) favoreceu muito o vinho. E por último, degustamos o Merlot Reserva. Com breve passagem por barricas, possui cor vermelho rubi intensa, aroma complexo e fino, boca macia, alcoólico e agradável.

(foto Caren Muraro)

Nesta foto observa-se os sinais gráficos nos rótulos. De acordo com Daiane Argenta, que conduziu a degustação, quanto mais jovem for o vinho, mais o símbolo merecido será de finalização, como as reticências deste Rosé. Para um vinho de potencial de envelhecimento, como Cabernet Sauvignon e Merlot, a pontuação será de continuidade, como vírgulas e dois pontos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Festa Junina com vinhos Dal Pizzol

                               Festa junina é sempre uma boa pedida, principalmente quando a companhia e a comida são excelentes! A Adega Perbacco, em Novo Hamburgo/RS, promoveu uma 'quermesse' chiquérrima no dia 24 de junho, regada a maravilhosos vinhos da Dal Pizzol Vinhos Finos, de Faria Lemos, Bento Gonçalves/RS. A simpaticíssima Marcia Gallon, do Departamento Comercial, e o enólogo Edvaldo Gallon apresentaram os vinhos de maneira informal e os anfitriões Pedro e Rosely Schneider prepararam comidinhas típicas da estação. (na foto abaixo, Marcia e eu)


                               Vamos aos vinhos! Começamos com o vinho Do Lugar Merlot/Cabernet, jovem, de cor rubi intensa e brilhante. No nariz apresenta aromas típicos das variedades, o herbáceo discreto do Cabernet e as frutas vermelhas do Merlot. Mas foi na boca que o vinho me conquistou. Uma maciez surpreendente, um ataque de doçura e uma boa persistência. Palavras da Marcia: "esse é o meu vinho do dia-a-dia". Boa escolha.
                                Passamos então ao Touriga Nacional 2009. Vinho mais encorpado, de cor vermelho escura, aroma expressivo, de frutas e alguma flor. Persistente na boca, tem um ataque um pouco adstringente, acho que vai amaciar com o passar do tempo. Eu considero um vinho que acompanha bem uma refeição mais pesada.
                               O próximo vinho foi o Cabernet Sauvignon, 2007. Bem encorpado, escuro e brilhante. Aromas típicos da variedade, framboesa, amora, um herbáceo discreto. Tanino macio e bem domado. Harmonizou com perfeição com a sopa de abóbora preparada pela Rosely e servida em pequenas cumbucas. Acompanharia bem caças e assados, pela sua potência e vigor. Detalhe importante: a Dal Pizzol não utiliza barricas de carvalho em seus vinhos.
                               Depois de tudo isso ainda provamos a estrela da noite: Dal Pizzol 35 anos, safra 2005. São apenas 3.350 garrafas, numeradas. Esse maravilhoso vinho é um corte de quatro variedades: 45% Cabernet Sauvignon, 35% Merlot, 10% Cabernet Franc e 10% Ancellota. As 4 variedades estão em total harmonia, nenhuma se sobressai, nada grita. Não decantamos e, ainda assim, o aroma e o paladar surpreenderam a todos. O cuidado se estende à apresentação do produto, uma garrafa com maior quantidade de vidro, mais pesada, para suportar melhor o envelhecimento, o acondicionamento em caixa de madeira personalizada, além do rótulo com riqueza de detalhes dourados.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Um breve histórico da viticultura na Campanha Gaúcha

                           A história da viticultura na Campanha Gaúcha remete ao início do século XIX, quando açorianos colonizaram a Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande e trouxeram mudas da cultivar Vitis labrusca Isabel para cultivo doméstico. Ainda na primeira metade do século XIX, Thomas Messiter obteve mudas da mesma cultivar importadas dos Estados Unidos, para cultivo comercial. Na segunda metade do século XIX, colonos franceses se estabeleceram em Pelotas, cultivando grandes parreirais das cultivares Concord (muito usada em sucos) e Isabel. A partir da primeira metade do século XX, o cultivo de uvas entra em decadência na região.

                      Na década de 1970, o agronômo Onofre Pimentel começou a prospectar áreas propícias à produção de uvas viníferas naquela região, tida então como de limitada vocação vitícola. Onofre foi tido na época como um visionário, ousando garimpar terras para o cultivo da videira onde a maioria achava que elas não pudessem existir: para além da Serra Gaúcha.

                     A partir de estudos do Exército Brasileiro e de visitas frequentes à região, indicou o município de Pinheiro Machado para a implantação do vinhedo da Companhia Vinícola Riograndense. Ele também foi o primeiro a implantar vinhedos no sistema de condução em espaldeira, quebrando a ditadura do sistema latada. As primeiras variedades cultivadas foram Cabernet Franc, Riesling Itálico e Malvasia de Cândia, no vinhedo San Felício, que hoje pertence à empresa Terrasul, de Flores da Cunha.


                         Onofre Pimentel morreu em 2008, quando já se constatava o acerto de suas idéias inovadoras. Esse foi o ponto de partida para um quadro que hoje é de completo entusiasmo pelo terroir da Campanha Gaúcha. A presença da Almadén (recentemente adquirida pelo Miolo Wine Group) em Santana do Livramento na década de 1980, desencadeou o surgimento de vinhedos por toda a região.
  

domingo, 2 de maio de 2010

"Degustando Vinhos da Campanha Gaúcha", parte dois


                        Olá! De volta, para contar para vocês sobre os vinhos da região da Campanha degustados na reunião da COFEV de 28/04/2010. Como já escrevi, as confreiras foram recepcionadas com o Espumante Brut Terrasul.



                       Escolhi este espumante porque ele é feito justamente de uvas provenientes do primeiro vinhedo comercial de uvas Vitis vinifera cultivado na região, o Vinhedo San Felício, na cidade de Pinheiro Machado. As variedades de uva utilizadas são Chardonnay, Riesling Itálico e Cabernet Franc (tinta vinificada em branco, leia mais detalhes clicando aqui). A tomada de espuma (formação do gás) é feita pelo processo Charmat (segunda fermentação em tanques). Tem uma coloração amarelo palha, clara, brilhante e possui perlage (borbulhas) miúda. No nariz tem aroma de flores e frutas. Encorpado ao paladar, tem boa persistência e acidez elegante e agradável. Possui 11,4% v/v de teor alcoólico.


                    Passamos para o segundo vinho: Miolo Fortaleza do Seival Viognier, safra 2008. Tem uma coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, límpido e brilhante. No nariz os aromas são de flores brancas, jasmim, flor de laranjeira, mel, abacaxi, damasco, pera. Na boca, a nota de mel é intensa, com acidez equilibrada e agradável. O teor de álcool é de 14% v/v, mas não é sentido como agressivo.



                     Terceiro vinho: Dom Pedrito Pinotage/Tannat, safra 2008. Linda cor rubi, intensa, brilhante e límpida. No nariz possui aromas complexos de frutas vermelhas maduras e balsâmicos (eucalipto, muito interessante). Na boca mostra-se com ataque tânico, bom corpo, persistente e agradável. teor de álcool 13,5% v/v. Na minha opinião foi o que melhor harmonizou com o carreteiro servido a seguir.


                         Último vinho: Aliança Santa Colina Tannat Premium, safra 2007. Coloração vermelho rubi com reflexos castanhos, concentrada, brilhante. No nariz a primeira impressão foi de carvalho, agressivo, com um quê de poeira, terra solta. Abriu o aroma depois de muitos minutos no copo. É um vinho que poderia ter sido decantado. Na boca tem adstringência intensa, é encorpado e persistente. Teor alcoólico de 13% v/v.


Saúde!