Eu estava guardando esse vinho para uma boa comida e um almoço tranquilo, uma pausa na correria do último semestre da faculdade de Enologia. Como é a pessoa que faz a ocasião, decidi abrir o vinho num domingo desses... Sinceramente, não lembro da comida, mas o vinho estava maravilhoso! Angheben Touriga Nacional safra 2005. No limite da maturação, com cor ainda brilhante, foi um oásis na turbulência. Uvas de Encruzilhada do Sul, vinificado no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves.
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sexta-feira, 20 de maio de 2011
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Festa Junina com vinhos Dal Pizzol
Festa junina é sempre uma boa pedida, principalmente quando a companhia e a comida são excelentes! A Adega Perbacco, em Novo Hamburgo/RS, promoveu uma 'quermesse' chiquérrima no dia 24 de junho, regada a maravilhosos vinhos da Dal Pizzol Vinhos Finos, de Faria Lemos, Bento Gonçalves/RS. A simpaticíssima Marcia Gallon, do Departamento Comercial, e o enólogo Edvaldo Gallon apresentaram os vinhos de maneira informal e os anfitriões Pedro e Rosely Schneider prepararam comidinhas típicas da estação. (na foto abaixo, Marcia e eu)
Vamos aos vinhos! Começamos com o vinho Do Lugar Merlot/Cabernet, jovem, de cor rubi intensa e brilhante. No nariz apresenta aromas típicos das variedades, o herbáceo discreto do Cabernet e as frutas vermelhas do Merlot. Mas foi na boca que o vinho me conquistou. Uma maciez surpreendente, um ataque de doçura e uma boa persistência. Palavras da Marcia: "esse é o meu vinho do dia-a-dia". Boa escolha.
Passamos então ao Touriga Nacional 2009. Vinho mais encorpado, de cor vermelho escura, aroma expressivo, de frutas e alguma flor. Persistente na boca, tem um ataque um pouco adstringente, acho que vai amaciar com o passar do tempo. Eu considero um vinho que acompanha bem uma refeição mais pesada.
O próximo vinho foi o Cabernet Sauvignon, 2007. Bem encorpado, escuro e brilhante. Aromas típicos da variedade, framboesa, amora, um herbáceo discreto. Tanino macio e bem domado. Harmonizou com perfeição com a sopa de abóbora preparada pela Rosely e servida em pequenas cumbucas. Acompanharia bem caças e assados, pela sua potência e vigor. Detalhe importante: a Dal Pizzol não utiliza barricas de carvalho em seus vinhos.
Depois de tudo isso ainda provamos a estrela da noite: Dal Pizzol 35 anos, safra 2005. São apenas 3.350 garrafas, numeradas. Esse maravilhoso vinho é um corte de quatro variedades: 45% Cabernet Sauvignon, 35% Merlot, 10% Cabernet Franc e 10% Ancellota. As 4 variedades estão em total harmonia, nenhuma se sobressai, nada grita. Não decantamos e, ainda assim, o aroma e o paladar surpreenderam a todos. O cuidado se estende à apresentação do produto, uma garrafa com maior quantidade de vidro, mais pesada, para suportar melhor o envelhecimento, o acondicionamento em caixa de madeira personalizada, além do rótulo com riqueza de detalhes dourados.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Miolo wine Group - Degustação
Para arrematar as visitas técnicas, geralmente as vinícolas oferecem degustações. Essa na Miolo foi muito caprichada. Degustamos 9 produtos: Sauvignon Blanc Almadén 2010, Viognier Reserva Miolo 2009, Tannat Almadén 2009, Quinta do Seival Castas Portuguesas 2005 (Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz), Lote 43 (Merlot), Merlot Terroir 2008, Cuvée Giuseppe (Cabernet Sauvignon e Merlot), Espumante Brut Millésime 2006 (Chardonnay e Pinot Noir) e Brandy Osborne.
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Degustando Vinhos Portugueses
Quando a COFEV lançou o convite para a reunião do mês de maio com o tema 'Vinho Portugueses', minha ideia imediata foi de que seriam apresentados vinhos verdes. Ainda conheço pouco da vitivinicultura de Portugal, somente vinhos do Porto e vinhos verdes. Tive a grata surpresa de chegar na Adega Perbacco, local do encontro, e ver taças já servidas com vinhos tintos de cores intensas e surpreendentes.
Foram degustados cinco vinhos tintos, de diferentes regiões do país. A grande sensação da noite foi o 'Ensaios', vinificado por Filipa Pato, filha do grande produtor Luis Pato, que estreou em sua carreira solo com este vinho (daí o nome, que poderia se chamar Estreia!). Primeiro, por ter sido feito por uma mulher, afinal estávamos em uma confraria feminina. Mas o vinho revelou-se muito agradável de fato. Vamos então aos vinhos, na ordem em que estavam servidos:
1) Duorum Colheita 2007, das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz. Vinho da região do Douro, proveniente de solos xistosos, maturado em carvalho francês, com pequena percentagem em carvalho americano, por cerca de seis meses. Teor alcoolico 13,5% v/v. Linda cor vermelho rubi profunda, aroma de pequenas frutas maduras e especiarias. Na boca, acidez equilibrada, taninos dóceis, elegante, com fim-de-boca persistente.
2) Dão Quinta do Penedo Tinto 2005, das castas Touriga Nacional e Alfrocheiro. Vinho da região do Dão, proveniente de solos graníticos, com passagem por barricas de carvalho francês e americano. Teor alcoolico 12,5% v/v. Cor vermelho rubi intensa. Aroma floral bem marcado da Touriga Nacional e de resinas. Na boca, estruturado, acidez equilibrada, bom volume de boca, persistente.
3) Ensaios Tinto 2007, das castas Touriga Nacional, Jaen, Baga. Vinho das regiões da Bairrada e do Dão. Teor alcoolico 13% v/v. Coloração amora com reflexos violáceos. Aroma de violetas e pinheiro dados pela Touriga Nacional e de frutos silvestres dados pela Jaen e Baga. Na boca apresenta acidez equilibrada, taninos macios, elegância e persistência.
4) Quinta da Cortezia Tinto Reserva 2004, das castas Touriga Nacional e Tinta Roriz. Vinho da região da Estremadura. Teor alcoolico 14%v/v. Os vinhos varietais estagiam em barricas de carvalho francês por 7 meses, após esse tempo é feito o corte nas proporções ideais. O corte estagia por mais 4 meses nas mesmas barricas. É apenas levemente filtrado e, após engarrafado, ficando em estiva nas caves por mais 4 meses antes de ser comercializado. Cor rubi com reflexos castanhos, aroma intenso de violetas, frutas maduras, baunilha, todos muito bem entrosados. Macio na boca, complexo, cremoso, elegante, persistente. O melhor vinho da noite.
5) Marquês de Borba Tinto 2008, das castas Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon. Vinho da região do Alentejo, proveniente de solos argilo-calcários e xistosos. Teor alcoolico de 14% v/v. Coloração vermelho rubi, aromas intensos e concentrados, boca com taninos quase verdes de madeira, lembra vinhos do Novo Mundo, para mim perdeu a característica européia de vinho gastronômico.
Após a degustação, saboreamos um delicioso Bacalhau à Gomes de Sá, que harmonizou com perfeição com os vinhos 3 e 4. De sobremesa, pastéis de Belém com vinho madeira. Na foto acima o palestrante Leandro Lombardo, enófilo, e a Rosely, presidente da Confraria.
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