Em passeio pelo roteiro 'Caminhos de Pedra', entre Bento Gonçalves e Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, me deparei com esse exemplo perfeito de uso de plantas de cobertura de solo em vinhedos. Aqui o nabo forrageiro foi utilizado solteiro, ou seja, como única cobertura. O nabo forrageiro é uma crucífera, chamada assim por ter as flores em formato de cruz, com raízes pivotantes agressivas, poderoso para descompactar e arejar o solo e reciclar nutrientes das camadas mais profundas. É um cultivo de inverno, que pode completar seu ciclo, produzindo sementes, ou ser derrubado ou dessecado. Repare também a condução caprichosa em latada, que recebeu manejo do dossel para melhorar a insolação dos cachos.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A vista da casa da bisavó...
A avó do meu marido mora em frente à Vinícola Luiz Argenta, em Flores da Cunha. Aproveitei para fazer umas fotinhas...
Esse é o parreiral da 'nonna', de uva Isabel, usadas como uva de mesa e para fazer uvada.
No canteiro central da avenida, uma espaldeira de uva Niágara, com fins de paisagismo.
domingo, 21 de novembro de 2010
Uva de Mesa - Filagem
Uma tarde de aula prática muito agradável nessa propriedade, em São Valentin, interior de Bento Gonçalves. Foi referente à disciplina de Produção de Uva de Mesa e Uva Passa, com o professor Gilberto Dall'Onder, na foto com as alunas mais aplicadas (rsrsrs).
Pudemos observar com detalhes o sistema de condução, em latada, que é mais adequado para a uva de mesa. Assim os cachos ficam em uma posição melhor para o desenvolvimento e a colheita. O cultivo protegido é praticamente obrigatório em uva de mesa, pois o aspecto visual influencia muito no impulso de compra do consumidor. Essas fotos são do dia 25 de outubro, e já havia sido feita poda verde duas vezes, tamanho o vigor do vinhedo. Não é de se esperar menos, porta-enxerto 1103Paulsen, adubação de produção, sol e calor. Com todos esses fatores combinados, pudemos observar com frequência a filagem, que significa uma 'desdiferenciação do cacho', isto é, a planta tem tanto vigor que acha desnecessário produzir cachos. Então, eles param o desenvolvimento e transformam-se em gavinhas, que são elementos de sustentação da planta, que pertence à família das trepadeiras.
Nesta última foto, minha colega Fran segura perfeitos exemplos de filagem.
sábado, 16 de outubro de 2010
Alma 4 - Espumante Tinto!
Trouxemos de Mendoza este espumante tinto, feito a partir da cultivar Bonarda. Alma 4 é da vinícola Familia Zuccardi, produzida pelo método tradicional, com a segunda fermentação na garrafa. Possui uma linda cor rubi e faz uma coroa de um tom róseo encantador. É cremosa na boca, mas pouco aromática. Falta frescor, como é de se esperar nos tintos. Valeu como experiência de análise sensorial mas, para mim, os espumantes brasileiros são imbatíveis. Tem de sobra frescor e acidez na medida certa. Bem gelados, são ótima companhia para esta primavera!
A saber: a cultivar Bonarda tem altíssima produtividade, chegando a 28 toneladas por hectare e seus vinhedos são geralmente conduzidos na Argentina em sistema latada.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Bodega Norton
A Bodega Norton foi fundada em 1895, por um engenheiro inglês chamado Edmund James Palmer Norton, que veio a Mendoza para construir linhas férreas. Acabou por adquirir terras (finca, que significa área de terra produtiva) e, ao se casar com uma mendocina, duplica essa área, totalizando 80 hectares. Após mudar de mãos algumas vezes, em 2006 foi considerada uma das 20 melhores vinícolas do mundo, de acordo com a revista Wine Spectator.
Fomos recepcionadas com espumante rosé e nosso giro começou pelo vinhedo.
Nesta área, as plantas novas são protegidas por plásticos, para que os brotos possam se desenvolver bem. A amarração é feita com palha de milho, para não agredir a natureza. Repare, na segunda foto, como o solo é seco. Neste vinhedo, a irrigação é feita por gotejamento.
Já dentro da Bodega (muito gelada, um contraste de temperatura imenso, uma vez que lá fora o sol brilhava intensamente) pudemos degustar três fases de um Malbec. Muito interessante, pois nos foi oferecido em primeiro lugar o vinho retirado do tanque em que é mantido a baixíssimas temperaturas.
Depois degustamos o mesmo vinho com diferentes tempos de passagem por barricas francesas. A diferença de maciez e docilidade dos taninos é notória e impressionante.
Esta é a Cava Historica, onde se guardam vinhos de colheitas antigas, que datam desde 1935.
Estes vinhedos da cultivar Malbec estão implantados na entrada da vinícola. As redes servem de proteção contra geadas e granizo, muito comuns na região. A maioria dos vinhedos de Mendoza conta com essas redes, que são caras, mas o investimento se justifica pela alta incidência desses fatores climáticos. Muito interessante também a difusão da condução em latada, na maioria das vezes com poda em cordão de Royat (esporões). Com o clima extremamente seco, o sistema de condução pode aproveitar as vantagens de maior ou menor produtividade, de acordo com o objetivo do viticultor. Não ficando preso à umidade para decidir o sistema de condução, o produtor pode manejar o vinhedo como melhor julgar. No primeiro vinhedo citado, a condução em espaldeira baixa foi aplicada.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Condução unilateral cv. Bordô
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