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sábado, 2 de abril de 2011

Domno - Visita Técnica parte I


          Tarde chuvosa e bem fria no fim de março em Garibaldi. Recepção muito calorosa dos enólogos Daniel Dalla Valle e Lucas Sartori Santos e da minha ex-colega do curso de enologia Juliana Burin nas instalações da Domno, em visita técnica que faz parte da disciplina de Derivados da Uva e do Vinho, com a professora Larissa. No pátio da entrada uma peça histórica, uma autoclave redonda. Dentro dos prédios, o estilo anos 70 da antiga Allied Domecq e equipamentos modernos para a tomada de espuma.
          Daniel nos deu uma excelente aula de revisão sobre vinho base para espumante (pretendo fazer em breve uma postagem bem completa, antes da prova!). Lucas nos contou sobre o método de trabalho da empresa que, além de produtora de vinhos e espumantes, é importadora de vinhos de diversas partes do mundo. Destacam-se os vinhos importados da Argentina, do Chile e de Portugal.
          Entre esses rótulos destacam-se os argentinos da Bodega Vistalba, principalmente a linha Tomero, vinhos mais 'básicos', com preço a partir de R$ 39,00. Os jovens possuem tampa screw-cap, como o Sauvignon Blanc.


          Dos produtos chilenos, a Domno traz a linha Yali by Viña Ventisquero, com rótulos belíssimos, representando pássaros. A vinícola está localizada no Vale Yali, onde encontram-se 25% das aves existentes no Chile e possui um projeto para preservação das espécies migratórias que sobrevoam a costa do Pacífico todos os anos.


          De Portugal vem vinhos que representam a diversidade deste país. O vinho verde branco Vinhas Altas, das uvas autóctones Arinto, Loureiro e Trajadura, com design alegre e moderno; o tinto Magna Carta, um corte de Syrah, Aragonês e Alicante Bouschet envelhecido por 9 meses em carvalho francês, com um rótulo muito atrativo em tons azuis; o tinto Almagrande Douro DOC Reserva, de Touriga Nacional envelhecido por 12 meses em barrica francesa e por mais 6 meses em caves, entre outros produtos.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Mais vinhos! Análise Sensorial IV

          Para começar os exercícios da Análise Sensorial IV, degustamos alguns vinhos já mais velhos (lembrando que muitas aulas são baseadas no que há disponível no IFRS, geralmente apreensões da Receita Federal). Comparamos dois Cabernet Sauvignon do mesmo produtor, Finca Flichman, de safras diferentes, 2001 e 2002. O vinho Aberdeen Angus 2001 ainda mantinha aromas tostados, de compotas, mas havia um amargor pronunciado. Já o Aberdeen Angus 2002 apresentava taninos macios e estava ainda agradável.


          Do mesmo produtor, o Syrah 2002 Caballero de la Cepa. De cor vermelho granada, com aromas de geleia de morango e tostados, acidez equilibrada, taninos macios, agradável, com boa persistência. Carvalho bem marcado em boca. Os três vinhos com 14,5% v/v de álcool.


          Mais um Syrah, desta vez da Trivento, também argentina. Apesar de ser da safra 2000, somente a cor granada denunciava a idade. Aromas de geleia de morango e baunilha, bem fáceis de sentir. Em boca, taninos doces e acidez equilibrada. Álcool mais equilibrado: 12,6% v/v. Pessoalmente, prefiro vinhos com teor alcoólico deste patamar.


          E o último foi um Marsala Vecchioflorio Riserva Vendemmia 1991, 19% v/v de álcool. Vinho de sobremesa italiano, meio-seco, elaborado com as uvas autóctones brancas Grillo e Cataratto. Foi envelhecido por 6 anos em barris de carvalho. Foi engarrafado em 1999. Coloração âmbar, aromas de mel, calda de caramelo e compotas; em boca damasco, mel, adocicado, com acidez equilibrada. Uma experiência muito interessante.


domingo, 23 de janeiro de 2011

Giro de vinhos na praia do Imbé/RS - parte 1

          Vinho e praia tem tudo a ver, principalmente se os exemplares escolhidos forem refrescantes brancos! A Confraria Feminina do Espumante e do Vinho do Vale do Sinos passou o sábado no litoral, na agradável casa da nossa presidente Rosely, degustando ótimos vinhos internacionais. O giro começou na Espanha, com a cava Hórus Brut, elaborada através do método tradicional, com a segunda fermentação em garrafa. Os vinhos base, na proporção de 1/3 cada são Xare-lo, Macabeo e Parellada, uvas autóctones (nativas) da Espanha. 11,5% de álcool. Linda coloração esverdeada, com perlage fino e persistente. Muito agradável, delicada e equilibrada em boca, seca na medida certa. Esta cava é produzida pelo grupo Freixenet, em Penedés, na Cataluña. Hórus é o deus grego da inovação. Belo nome!



          Depois seguimos até Portugal, com o vinho verde J. Antunes safra 2009, 11% de álcool. Deliciosa efervescência marcou o aspecto visual e deu refrescância em boca. A variedade de uva não é citada pois, pela legislação vitivinícola portuguesa (como em outros países) somente cita-se a cultivar se essa compuser 85% ou mais do vinho. Os vinhos verdes são vinificados a partir de uvas autóctones, de origem remota, provavelmente fenícia. Há cerca de 230 variedades autóctones em Portugal. Como acontece em quase toda a Europa, os vinhos portugueses são denominados pela região e não pela variedade de uva. São chamados 'vinhos verdes' pois são vinificados com as uvas verdes, não maduras. Acompanhamos este vinho com espetinhos de camarão e queijo à milanesa.




          No próximo post continua o giro, com África do Sul e Chile.

(para elaboração deste post, utilizei algumas informações do livro 'A Bíblia do Vinho' de Karen McNeil)