quinta-feira, 24 de março de 2011

Prática Enológica - parte II

Continuando com notícias da Prática Enológica!
Vinho descubado (descubar é tirar o líquido da parte sólida, o bagaço) com densidade média de 1018. Poderia ter macerado mais, até 1005, 1000, pois a uva estava com boa qualidade. Como era sexta-feira de Carnaval e teríamos o feriadão pela frente, escola fechada, alunos trabalhando em suas próprias vinícolas ou em seus estágios (é sério, para ser enólogo não pode se importar de trabalhar no Carnaval. Do contrário, vá escolher outra profissão!), a descuba foi antecipada. 
No retorno do feriadão, continuamos monitorando, com análises físico-químicas o andamento da fermentação alcoólica. Colocamos válvulas nos 'tanques' para que não haja entrada de oxigênio, prejudicial nessa fase. No momento ocorre a fermentação maloláctica*; aguardamos o término desta para as demais ações nesse experimento. 
* Fermentação Maloláctica: o ácido málico presente no vinho é metabolizado por bactérias em ácido láctico. Esse processo, que geralmente ocorre sem ser induzido, aumenta a estabilidade microbiológica do vinho através da diminuição da acidez, deixando o vinho mais agradável. Pode ser monitorada através de cromatografia em papel e pela análise sensorial, observando a presença de borbulhas mínimas na taça e avaliando a acidez em boca.

domingo, 6 de março de 2011

Vinhos das Férias


          Nessas férias, que já terminaram há algum tempo, bebi muita quantidade de vinho, mas poucos tipos. Meu vinho preferido para curtir um almoço em família, com aquela comidinha típica italiana da minha casa, e também da casa dos meus sogros e dos meus pais, é um vinho de mesa branco. Da nossa marca Muraro, um corte de uvas Niágara e outras que meu sogro não revela, mas que eu sei que inclui viníferas. Leve, fresco, delicado, foi a escolha para as refeições na praia e também foi servido com sucesso para as visitas que chegaram para happy hour.


          Esta foto acima é a vista da minha janela da sala, que escolhi de fundo para fotografar a taça de Carmenére, também produção nossa, que aguarda registro do Ministério da Agricultura para ser colocado à venda, pois está pronto e maravilhoso. Denso, alcoólico, aroma de rosas, violetas, pimentas, harmonizou muito bem com o estrogonofe de costela que meu marido preparou.

          Também degustei um rosé de Marselan e Cabernet Sauvignon, o Corte V da Viapiana Vinhos e Vinhedos. Surpreendeu positivamente, linda cor cereja claro, com aroma de morangos. Perfeitamente harmonizado com casquinha de siri, uma salada maravilhosa e coloridíssima, que incluia todos os vegetais crus imagináveis e até morangos e um peixe delicado, com molho de requeijão e creme de leite. Esse jantar maravilhoso foi preparado pelos tios de meu marido, Eliane e Aldo, que nos recepcionaram para o jantar em seu apartamento de Torres.

sábado, 5 de março de 2011

Prática Enológica - parte I


          A disciplina mais esperada do curso chegou! A Prática Enológica é onde os conhecimentos são testados, uma vez que recebemos uma quantidade de uva no início do semestre e temos que apresentar um vinho no final. O professor funciona como um consultor, a quem podemos recorrer em caso de dúvida. Durante essa semana, de 28/02 (dia do meu aníver, quando trabalhei até às 20h) a 04/03, passamos cuidando do experimento com carinho.  


          As uvas Cabernet Sauvignon chegaram da Granja do IF-RS em caixas plásticas (timbradas com o antigo nome da instituição, EAF-BG, Escola Agrotécnica Federal). São plantas conduzidas em espaldeira, enxertadas em 1103 Paulsen. A colheita, prevista para depois do Carnaval, foi antecipada devido à previsão de chuva (que não se concretizou). A matéria prima contava com uma sanidade bastante boa e foi deitada no lagar e desengaçada e esmagada por uma desengaçadeira-esmagadeira horizontal, marca Vaslin Bücher.


          A cantina do Instituto foi projetada para trabalhar aproveitando a gravidade, com o recebimento da uva na parte superior, o processamento na parte intermediária e a fermentação, amadurecimento e expedição na inferior. O laboratório de análises também fica no piso superior. Dividimos o mosto entre os grupos, para três repetições cada da microvinificação. Um dos objetivos é testar diferentes empregos de ativantes de fermentação.


          Usamos esses tanques de polipropileno, mais fáceis de manusear para experimentos. Ficaram em sala climatizada , no subsolo da cantina.  Continua nos próximos posts...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

De volta das férias


          Após ficar dez dias desconectada, uma das primeiras coisas que fiz ao chegar em casa foi acessar a internet. O motivo primordial era fazer minha matrícula no último semestre de aulas do meu curso de Viticultura e Enologia. Consegui excelentes horários, de segunda a quinta. Tenho até a noite de terça livre!
          Enquanto não me organizo, uso essa foto do blog Wine in Sweden, que é bem objetivo e mostra rótulos do mundo inteiro, com descrição organoléptica, preço (lá na Suécia) e nota (dada pelo blogueiro).
          Me chamou muita atenção a figura de rosas no rótulo e o tom amarelado do fundo. Achei como uma cara de antiguinho, adoro coisas vintage. O vinho é 'Annie Camarda Syrah 2007', do produtor norte americano Andrew Will, do estado de Washington. Pela descrição deve ser muito bom, é um produto que eu compraria pelo rótulo, gostei realmente desse design.