domingo, 21 de novembro de 2010

Uva de Mesa - Filagem


Uma tarde de aula prática muito agradável nessa propriedade, em São Valentin, interior de Bento Gonçalves. Foi referente à disciplina de Produção de Uva de Mesa e Uva Passa, com o professor Gilberto Dall'Onder, na foto com as alunas mais aplicadas (rsrsrs).


Pudemos observar com detalhes o sistema de condução, em latada, que é mais adequado para a uva de mesa. Assim os cachos ficam em uma posição melhor para o desenvolvimento e a colheita. O cultivo protegido é praticamente obrigatório em uva de mesa, pois o aspecto visual influencia muito no impulso de compra do consumidor. Essas fotos são do dia 25 de outubro, e já havia sido feita poda verde duas vezes, tamanho o vigor do vinhedo. Não é de se esperar menos, porta-enxerto 1103Paulsen, adubação de produção, sol e calor. Com todos esses fatores combinados, pudemos observar com frequência a filagem, que significa uma 'desdiferenciação do cacho', isto é, a planta tem tanto vigor que acha desnecessário produzir cachos. Então, eles param o desenvolvimento e transformam-se em gavinhas, que são elementos de sustentação da planta, que pertence à família das trepadeiras.





Nesta última foto, minha colega Fran segura perfeitos exemplos de filagem.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Familia Zuccardi - Cantina


A Familia Zuccardi vinifica 18 milhões de litros por ano. É uma empresa gigantesca. No Brasil, a Salton é equivalente em volume. Começamos a visita às instalações de vinificação pela desengaçadeira-esmagadeira.


Esta foto é do resíduo da filtração a terra; no momento da foto estava sendo filtrado vinho tinto.



Tanques de inox para fermentação mais largos do que altos, para promover um menor chapéu de bagaço e maior extração de cor e compostos fenólicos da uva. As cascas da uva tendem a subir durante a fermentação alcoólica, formando o que chamamos de chapéu. Este deve permanecer sempre molhado, para evitar a formação de acidez volátil. Isso é conseguido através da remontagem, que consiste em retirar o líquido do tanque por baixo e recolocá-lo por cima do tanque, ou pela técnica francesa de pigeage, onde o chapéu é empurrado para baixo com bastões de inox. As cintas de refrigeração permitem uma fermentação alcoólica em temperatura controlada, o que ajuda a manter os aromas dissolvidos no vinho. Uma fermentação mais lenta é um dos fatores de qualidade do vinho.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Familia Zuccardi - Azeite de Oliva

Após o almoço fomos convidadas pelo sr. José Zuccardi em pessoa para um brinde com espumante extra-brut no jardim da Casa del Visitante e para conhecermos a planta de azeite de oliva, abastecida por oliveiras da própria família. Nesta foto estou com José e Julia Zuccardi. Ela, como única filha mulher, dá nome à linha de vinhos varietais Santa Julia. Estamos debaixo de um pequeno parreiral de uva Cereza, variedade de mesa (está seco, pois a foto é de setembro).




 

Os azeites são extraídos das variedades Arauco, Manzanilla e Frantoio. Degustamos esses azeites durante o almoço, com pães e palitos do tipo grissini. A variedade Arauco é verdadeiramente argentina, e foi desenvolvida no país a partir da erradicação das oliveiras ordenada pelos reis da Espanha no século XVIII, tentando evitar a concorrência com a produção européia. Manzanilla é originária da região da Andalucía, na Espanha e Fratoio, da Toscana, na Itália. A planta extratora de azeite de oliva é muito parecida com uma vinícola, com tanques e equipamentos em aço inox. Abaixo, a esmagadeira de azeitonas.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Familia Zuccardi - Almoço na Casa del Visitante


Ao chegarmos na Bodega Familia Zuccardi, fomos direto para a Casa del Visitante, para o almoço. A mesa posta estava muito charmosa, com jogos americanos de madeira pintados com cachos de diferentes cultivares de uva. Pedimos o vinho Santa Julia Sauvignon Blanc para acompanhar os antepastos, palitos crocantes e pãezinhos, regados a azeite de oliva, produzido pela própria família, além de tapenade, pasta de azeitonas pretas.


Para as entradas quentes, escolhemos o vinho Santa Julia Torrontés, muito aromático e típico da Argentina. Foram servidas uma sopa cremosa de queijo e empanadas assadas em forno de barro, de cebola, queijo e carne. Minha preferida foi a de cebola, bem temperada...




A seguir vieram legumes gralhados, uma salada de colorido lindíssimo e o churrasco na brasa. A faca com que cortávamos essa carne toda era um facão personalizado, muito lindo e funcional. Acompanhamos com Santa Julia Syrah.


E a sobremesa... sorvete de doce de leite, sobre um quadrado de massa folhada (mil folhas) recheada de doce de leite, acompanhado de marmelada e caramelo. Harmonizou com o Santa Julia Tardío, de Chardonnay.