quarta-feira, 5 de maio de 2010

Moscato de Alexandria

Cultivar Moscato de Alexandria conduzida em 'Y', unilateral, cultivo protegido.

Repare aqui abaixo a emissão de raízes, devido à excessiva umidade da safra 2010.


Ótima sanidade das plantas em cultivo protegido. Vale o investimento!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cultivo Protegido


Fotos de parreiral da cv. Moscato Giallo conduzido em sistema 'Y', no travessão Felisberto da Silva, em Flores da Cunha/RS


Aqui a cordoalha de 3 fios, que é instalada a cada 3 metros.


Vista lateral da cobertura, com o fio especial trançado, para dar mais segurança contra ventos.


Cordoalha de 7 fios, que 'amarra' as extremidades.


Detalhe da amarração.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Um breve histórico da viticultura na Campanha Gaúcha

                           A história da viticultura na Campanha Gaúcha remete ao início do século XIX, quando açorianos colonizaram a Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande e trouxeram mudas da cultivar Vitis labrusca Isabel para cultivo doméstico. Ainda na primeira metade do século XIX, Thomas Messiter obteve mudas da mesma cultivar importadas dos Estados Unidos, para cultivo comercial. Na segunda metade do século XIX, colonos franceses se estabeleceram em Pelotas, cultivando grandes parreirais das cultivares Concord (muito usada em sucos) e Isabel. A partir da primeira metade do século XX, o cultivo de uvas entra em decadência na região.

                      Na década de 1970, o agronômo Onofre Pimentel começou a prospectar áreas propícias à produção de uvas viníferas naquela região, tida então como de limitada vocação vitícola. Onofre foi tido na época como um visionário, ousando garimpar terras para o cultivo da videira onde a maioria achava que elas não pudessem existir: para além da Serra Gaúcha.

                     A partir de estudos do Exército Brasileiro e de visitas frequentes à região, indicou o município de Pinheiro Machado para a implantação do vinhedo da Companhia Vinícola Riograndense. Ele também foi o primeiro a implantar vinhedos no sistema de condução em espaldeira, quebrando a ditadura do sistema latada. As primeiras variedades cultivadas foram Cabernet Franc, Riesling Itálico e Malvasia de Cândia, no vinhedo San Felício, que hoje pertence à empresa Terrasul, de Flores da Cunha.


                         Onofre Pimentel morreu em 2008, quando já se constatava o acerto de suas idéias inovadoras. Esse foi o ponto de partida para um quadro que hoje é de completo entusiasmo pelo terroir da Campanha Gaúcha. A presença da Almadén (recentemente adquirida pelo Miolo Wine Group) em Santana do Livramento na década de 1980, desencadeou o surgimento de vinhedos por toda a região.
  

domingo, 2 de maio de 2010

"Degustando Vinhos da Campanha Gaúcha", parte dois


                        Olá! De volta, para contar para vocês sobre os vinhos da região da Campanha degustados na reunião da COFEV de 28/04/2010. Como já escrevi, as confreiras foram recepcionadas com o Espumante Brut Terrasul.



                       Escolhi este espumante porque ele é feito justamente de uvas provenientes do primeiro vinhedo comercial de uvas Vitis vinifera cultivado na região, o Vinhedo San Felício, na cidade de Pinheiro Machado. As variedades de uva utilizadas são Chardonnay, Riesling Itálico e Cabernet Franc (tinta vinificada em branco, leia mais detalhes clicando aqui). A tomada de espuma (formação do gás) é feita pelo processo Charmat (segunda fermentação em tanques). Tem uma coloração amarelo palha, clara, brilhante e possui perlage (borbulhas) miúda. No nariz tem aroma de flores e frutas. Encorpado ao paladar, tem boa persistência e acidez elegante e agradável. Possui 11,4% v/v de teor alcoólico.


                    Passamos para o segundo vinho: Miolo Fortaleza do Seival Viognier, safra 2008. Tem uma coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, límpido e brilhante. No nariz os aromas são de flores brancas, jasmim, flor de laranjeira, mel, abacaxi, damasco, pera. Na boca, a nota de mel é intensa, com acidez equilibrada e agradável. O teor de álcool é de 14% v/v, mas não é sentido como agressivo.



                     Terceiro vinho: Dom Pedrito Pinotage/Tannat, safra 2008. Linda cor rubi, intensa, brilhante e límpida. No nariz possui aromas complexos de frutas vermelhas maduras e balsâmicos (eucalipto, muito interessante). Na boca mostra-se com ataque tânico, bom corpo, persistente e agradável. teor de álcool 13,5% v/v. Na minha opinião foi o que melhor harmonizou com o carreteiro servido a seguir.


                         Último vinho: Aliança Santa Colina Tannat Premium, safra 2007. Coloração vermelho rubi com reflexos castanhos, concentrada, brilhante. No nariz a primeira impressão foi de carvalho, agressivo, com um quê de poeira, terra solta. Abriu o aroma depois de muitos minutos no copo. É um vinho que poderia ter sido decantado. Na boca tem adstringência intensa, é encorpado e persistente. Teor alcoólico de 13% v/v.


Saúde!