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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Vinícola Laurentia, Barra do Ribeiro/RS (segunda parte)

                      

                           Vou contar mais um pouco sobre a Vinícola Laurentia, continuando o que já comecei. Após caminhar nos arredores, finalmente conhecemos a vinícola propriamente dita. Fomos ciceroneados pelo enólogo uruguaio Pablo, que explicou o processo, desde o recebimento da uva, até o envase.


                             Aqui uma vista geral da parte de amadurecimento e envase, com o painel de Britto Velho ao fundo. A arquitetura da vinícola aproveita o declive do terreno, organizando as operações por gravidade, ou seja, a uva é recebida na parte mais alta, desengaçada e esmagada na parte intermediária e fermentada, amadurecida e envasada na parte mais baixa, de onde o vinho sai para a expedição.


                               Nas barricas de carvalho americano são envelhecidos os vinhos. O enólogo Pablo e o proprietário, Dr. Gilberto Schwartsmann, degustam e decidem juntos o ponto ideal da maturação dos vinhos.



                           Pablo nos mostrando a cave e as borras do espumante, feito pelo método tradicional, onde a 'tomada de espuma', a criação das borbulhas, é feita dentro da própria garrafa, de uma maneira mais conhecida como método 'champenoise'. A denominação 'champenoise' atualmente pode ser carregada apenas pelos espumantes da região de Champagne, na França, os únicos vinhos espumantes que podem se chamar champagnes.
                          O espumante Laurentia Brut é feito a partir de vinho base das castas Chardonnay, Riesling Itálico (brancas) e Nebbiolo (tinta vinificada em branco, ou seja, o mosto é rapidamente retirado do contato com a casca após a uva ser esmagada, para não pegar a cor tinta. Isso é possível porque a polpa dessas uvas é branca. Um vinho assim é denominado Blanc de Noirs). O espumante é de uma finesse e elegância ímpares, com um perlage (borbulhas) finíssimo e delicado.


 

Mais um brinde! Saúde!

Em breve tem mais Laurentia.





quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vinícola Laurentia, Barra do Ribeiro/RS (primeira parte)

                               Recentemente visitei, em Barra do Ribeiro, a Vinícola Laurentia. Fui em companhia das amigas confreiras da COFEV (Confraria Feminina do Espumante e do Vinho do Vale do Sinos). Um passeio maravilhoso! Fica a apenas 40 Km de Porto Alegre, pela BR116 sul, na Costa Doce do Rio Grande do Sul.



                               É um terroir inesperado para vinhedos. A família Baptista-Schwartsmann possuía a propriedade há algumas gerações e, um belo dia, seu proprietário decidiu que o local teria vinhedos e uma cantina para vinificação. Começou então uma busca pela cultivar ideal. Após longas trocas de idéias com amigos, leigos e especialistas, decidiu começar com a variedade Montepulciano, italiana.



                               Fomos recepcionados pelo Guilherme, herdeiro da propriedade, que nos contou a origem do nome Laurentia: sua irmã se chama Laura e o pai assim queria nomear também os vinhos. Com a recusa da garota, foi buscar um nome semelhante. Na antiga história romana, descobriu que a mãe dos gêmeos Remo e Rômulo, que fundaram Roma, chamava-se Laurentia. Nome escolhido e perfeito. Uma das muitas esculturas de Britto Velho que pontuam a área representa a cena de Laurentia com os filhos.


                               Fizemos uma caminhada pela área; além dos vinhedos há jardins exóticos pontuados por mais esculturas de Britto Velho, um jardim de bromélias próximo a um açude, onde a labradora Luna adora tomar banho e pavões, do azul e do raro albino. A adorável Luna nos acompanhou por todo o percurso externo...







  Em breve mais posts sobre a Laurentia.