Vou contar mais um pouco sobre a Vinícola Laurentia, continuando o que já comecei. Após caminhar nos arredores, finalmente conhecemos a vinícola propriamente dita. Fomos ciceroneados pelo enólogo uruguaio Pablo, que explicou o processo, desde o recebimento da uva, até o envase.
Aqui uma vista geral da parte de amadurecimento e envase, com o painel de Britto Velho ao fundo. A arquitetura da vinícola aproveita o declive do terreno, organizando as operações por gravidade, ou seja, a uva é recebida na parte mais alta, desengaçada e esmagada na parte intermediária e fermentada, amadurecida e envasada na parte mais baixa, de onde o vinho sai para a expedição.
Nas barricas de carvalho americano são envelhecidos os vinhos. O enólogo Pablo e o proprietário, Dr. Gilberto Schwartsmann, degustam e decidem juntos o ponto ideal da maturação dos vinhos.
Pablo nos mostrando a cave e as borras do espumante, feito pelo método tradicional, onde a 'tomada de espuma', a criação das borbulhas, é feita dentro da própria garrafa, de uma maneira mais conhecida como método 'champenoise'. A denominação 'champenoise' atualmente pode ser carregada apenas pelos espumantes da região de Champagne, na França, os únicos vinhos espumantes que podem se chamar champagnes.
O espumante Laurentia Brut é feito a partir de vinho base das castas Chardonnay, Riesling Itálico (brancas) e Nebbiolo (tinta vinificada em branco, ou seja, o mosto é rapidamente retirado do contato com a casca após a uva ser esmagada, para não pegar a cor tinta. Isso é possível porque a polpa dessas uvas é branca. Um vinho assim é denominado Blanc de Noirs). O espumante é de uma finesse e elegância ímpares, com um perlage (borbulhas) finíssimo e delicado.
Mais um brinde! Saúde!
Em breve tem mais Laurentia.











